Reprodução Humana
FERTILIDADE MASCULINA
Fatores Causadores da Infertilidade Masculina:
Disfunção espermática
O espermograma ou análise seminal é o principal exame na avaliação inicial do homem que apresenta problemas de fertilidade. O exame pode avaliar:
- A quantidade de espermatozóides produzidos, aspecto importante devido às grandes perdas no trajeto até a chegada ao óvulo;
- A motilidade dos espermatozóides, ou seja, a movimentação importante para percorrer esse trajeto;
- A morfologia ou formato do sêmen que nos mostra a capacidade de fecundação dos espermatozóides.
Em casos de alterações seminais mais importantes devemos fazer uma análise genética do paciente através de estudo específico do seu sangue. Dentro da população infértil, 6% de homens possuem alterações genéticas detectáveis. Essas alterações podem ser muito importantes a ponto de não aparecer nenhum espermatozóide na análise seminal, situação que chamamos de azoospermia.
Varicocele
A doença é a causa de infertilidade masculina mais freqüente, apesar de 2/3 dos portadores serem férteis. Consiste em uma dilatação anormal das veias que drenam os testículos, aproximadamente 80 a 95% dos casos estão somente do lado esquerdo e 10 a 20% são bilaterais. Raramente se apresenta isoladamente no lado direito. Seu diagnóstico é baseado no exame físico e em exames subsidiários, sendo mais largamente difundido o ultrassom com Doppler de bolsa testicular. O tratamento dessa afecção é cirúrgico.
FERTILIDADE FEMININA
As causas de infertilidade feminina podem ser classificadas de acordo com as seguintes categorias:
Disfunção ovulatória
A anovulação é definida como a condição na qual o desenvolvimento e a ruptura folicular estão alterados e, portanto, o oócito não é liberado do folículo. A principal causa de dificuldade de ovulação é a Síndrome dos Ovários Policísticos. Outras causas importantes são: doenças da glândula tireóide e aumento da produção da prolactina. Mulheres com mais de 35 anos de idade naturalmente podem apresentar dificuldades de ovulação.
Alteração das tubas uterinas
A doença tubária é uma das principais causas de infertilidade feminina. As moléstias inflamatórias pélvicas, principalmente as causadas por Chlamydia e Gonococo, são as causas mais comuns de distorção e perda de função das tubas uterinas. A endometriose também pode atingir as tubas uterinas, prejudicando seu funcionamento.
Endometriose
É uma doença que se caracteriza por presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, podendo afetar mais comumente o tecido que reveste a cavidade abdominal (peritônio), os ovários, as tubas uterinas, dentre outros órgãos femininos. Acredita-se atualmente que esta doença seja responsável por grande parte dos casos de infertilidade feminina. Os principais fatores que levam à infertilidade decorrentes de endometriose são:
- Alteração nas tubas uterinas, sendo que, nesta condição, as tubas podem se tornar impérvias e sem mobilidade;
- Alteração na ovulação. A endometriose pode levar à dificuldade de produção ovular e à perda de qualidade dos óvulos;
- Interferência no processo de fertilização, uma vez que a endometriose pode dificultar a penetração dos espermatozóides nos óvulos.
Fator uterino
Qualquer doença que leve a alterações ou deformidade da cavidade uterina (onde está localizado o tecido endometrial) pode causar dificuldade de implantação embrionária. Assim, miomas que, por seu tamanho e/ou localização, deformam a cavidade endometrial são causas de infertilidade feminina. O mesmo podemos dizer sobre os pólipos endometriais. Outras situações menos comuns são aquelas em que há formação de cicatrizes na cavidade uterina, após curetagem ou infecção. Ainda entram nesta lista as deformidades congênitas da cavidade endometrial: septo uterino, útero bicorno e útero didelfo.
FERTILIDADE CONJUGAL
O que é infertilidade conjugal:
A infertilidade conjugal pode ser considerada como uma condição comum associada de maneira importante com aspectos psicológicos, econômicos, demográficos e médicos. Define-se infertilidade o preceito que determina a não ocorrência de gravidez após um ou dois anos de relações sexuais bem distribuídas ao longo do ciclo menstrual realizadas sem a utilização de métodos contraceptivos.
Deve-se levar em consideração que infertilidade não é a incapacidade definitiva em gerar uma nova vida, bem como, a ocorrência de uma gravidez não significa o fato de haver existido infertilidade durante uma fase da vida reprodutiva do casal.
A infertilidade pode ser classificada em primária e secundária. Infertilidade Primária é aquela onde nunca houve uma gestação, enquanto Infertilidade Secundária implica o fato de haver ocorrido uma gestação ou mais anteriormente ao período atual de não concepção.
FERTILIZAÇÃO IN VITRO ICSI
Injeção Intra-Citoplasmática de Espermatozóides
Fertilização in Vitro é uma técnica que atende a um grande número de problemas de infertilidade, especialmente aqueles relacionados aos fatores mais graves, tanto do lado feminino, quanto do masculino. O chamado "bebê-de-proveta" é uma técnica com a qual se pode obter bons índices de sucesso, com segurança em todo o processo.
A Fertilização In Vitro ICSI é um método utilizado com sucesso nos casos de fator de infertilidade masculino severo. A técnica de Fertilização In Vitro ICSI é realizada com auxílio de micromanipuladores acoplados ao microscópio e consiste em injetar um único espermatozóide diretamente dentro do óvulo, promovendo assim a fecundação. Técnica que necessita muita habilidade e experiência do profissional de laboratório. O trabalho é feito com microagulhas, onde uma delas vai segurar o óvulo e a outra vai pegar o espermatozóide, imobilizá-lo e injetá-lo dentro do óvulo, ultrapassando a zona pelúcida.
FERTILIZAÇÃO IN VITRO CLÁSSICA
Fertilização In Vitro Clássica (FIV)
Fertilização in Vitro é uma técnica que atende a um grande número de problemas de infertilidade, especialmente aqueles relacionados aos fatores mais graves, tanto do lado feminino, quanto do masculino. O chamado "bebê-de-proveta" é uma técnica com a qual se pode obter bons índices de sucesso, com segurança em todo o processo.
O procedimento é realizado em cinco fases:
- Estimulação ovariana;
- Coleta de óvulos e espermatozóides;
- Manipulação de gametas: FIV ou ICSI;
- Transferência de embriões;
- Acompanhamento do início da gestação.
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